Carlos Manuel Cumba Vemba é um líder político de Cabinda e cofundador do Movimento Independentista de Cabinda (MIC), organização que preside após ter exercido as funções de secretário-geral.
Formação académica
Nascido a 4 de junho de 1986, em Cabinda, iniciou a sua formação no Centro de Explicação, na Avenida Duque de Chiazi. Prosseguiu os estudos no Complexo Escolar Luvassa, onde frequentou o ensino de base e o primeiro ciclo do ensino secundário.
Posteriormente, frequentou o curso de Contabilidade e Gestão no Instituto Médio de Economia de Cabassango.
Em 2010, partiu para a Ucrânia para dar continuidade à sua formação. Na National Mining University of Ukraine, obteve a licenciatura em Engenharia Mecânica, em 2014, e concluiu, em 2016, o mestrado em Sistemas e Máquinas de Mineração, na área de Engenharia Mecânica e de Mineração. O seu percurso académico foi marcado por distinções e honras académicas.
- 2010Continuação dos estudos na Ucrânia
- 2014Licenciatura em Engenharia Mecânica
- 2016Mestrado em Sistemas e Máquinas de Mineração
Percurso associativo e político
Cofundador da Associação dos Estudantes Cabindeses na Ucrânia e do MIC, Carlos Manuel Cumba Vemba exerceu as funções de secretário-geral do movimento antes de assumir a presidência.
A 11 de agosto de 2018, foi detido juntamente com outros membros e militantes, durante a preparação da conferência de apresentação pública da organização.
Em 2019, foi também um dos detidos no denominado «Processo 63», por ocasião de uma atividade política relacionada com a comemoração do aniversário do Tratado de Simulambuco, considerada sediciosa pelas autoridades.
Enquanto secretário-geral, foi o primeiro elemento do MIC a ser entrevistado pela rádio internacional Voice of America (A Voz da América). Nas suas intervenções públicas, tem expressado as suas posições políticas e nacionalistas.
Posicionamento político
Carlos Vemba rejeita o atual estatuto de Cabinda, que considera imposto por Angola pela força das armas. Tem igualmente manifestado oposição às propostas de autonomia regional e de estatutos especiais apresentadas pela classe política angolana.
Sob a premissa de que «Cabinda nunca será Angola», sustenta que o território possui direitos históricos, jurídicos e geográficos próprios que, na sua perspetiva, fundamentam o direito à autodeterminação.
Defende a realização de um referendo de autodeterminação, sob supervisão das Nações Unidas (ONU), para que o povo de Cabinda possa decidir democraticamente o futuro político do território.
